7 de dezembro de 2016

EMAGRECER PEDALANDO II - RELATÓRIO...

Alguns exercícios de
RESISTÊNCIA COM FAIXAS DE BORRACHA

Amigos...

Esse é mais um "report" do processo de emagrecimento pelo qual estou passando nesses dias.  Iniciei uns 3 meses atrás a pedalar diariamente e controlar as calorias do que ingeria.  O pedalar diário ajudou a controlar a ansiedade por comida, que sempre acomete quem começa programas de reeducação alimentar.  No meu caso, foi mais simples, eu não precisei mudar muito os ingredientes da alimentação, apenas ajustar as porções para alcançar uma certa quantidade de calorias.

Nos primeiros 30 dias, os resultados se mostraram muito promissores, mas eu pedalava entre 12 e 15 km toda manhã.  Logo passei para 20-25 km, sempre pela madrugada.  O processo foi ficando bom. Tão bom que começou a aparecer os "babados" de pele.  A flacidez é sempre o que corroi nossa autoestima. Ninguém passa de "banhudo" para "ripado" sem passar pelo "pelancudo"! Então resolvi alterar a rotina de exercícios, incluindo os exercícios de resistência com faixas de borracha.  São exercícios que tonificam os músculos que você já tem e reforçam os pequenos músculos que dão estabilidade ao corpo. E meio que mascaram as pelancas! kkkkkkk

Já na segunda semana, observei que estava ficando cansativo demais. Eram 7 dias pedalando e 3 dias de resistência com 4 a 6 km de caminhada, toda semana. Nos dias em que pedalava e fazia a resistência, ficava tão cansado que não tinha mais vontade de fazer nada. Então, resolvi mudar de estratégia novamente. Seguindo o conselho de um amigo ciclista, troquei as pedaladas de 20-25 km todos os dias (domingo é sempre mais tempo e quilômetros, mas com muito menos velocidade!), por 3 pedaladas maiores, entre 35-40 km e com mais intensidade. A pedalada do domingo, para fotografar, continua, porque também é preciso criar!  E nos intervalos das 3 grandes pedaladas, 3 dias de resistência com 6 km de caminhada.  Assim, distribuo a atividade entre membros inferiores e superiores.

Os exercícios de resistência também são muitos, uma variedade inesgotável, então também foram divididos em duas séries alternadas: A=costas-bíceps e B=peito-tríceps, com um ou dois exercícios de ombros.  Esse programa iniciei essa semana (em 5 de dezembro) e vou levar até 5 de janeiro para ver como funciona.

As taxas de açúcar cederam, praticamente entraram nos eixos. O colesterol caiu, o HDL subiu pouco e o LDL não cedeu o bastante. Mas esses dois levam mais tempo para aparecer que o açúcar no sangue. Acreditando ainda nas soluções sem medicamentos. O emagrecimento continua, a taxa de mais ou menos 1 Kg/semana. As roupas continuam ficando muito, muito folgadas. Daqui a pouco, vou ouvir a célebre frase: O DEFUNTO ERA MAIOR! KKKK


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2 de dezembro de 2016

SUBIDAS, OH INFERNO...

LADEIRA DA MISERICÓRDIA, toda calçada de pedras irregulares.
Andando é difícil, de bike eu acho impossível!
foto: DAQUI

Amigos...

Eu estava lendo essa matéria na Revista BICICLETA e fiquei pensando em como as subidas são indigestas para o ciclista, especialmente aqueles que como eu, apresentam um "excesso de inércia", também conhecido como banha! E tem quem ache as descidas melhores, mas elas também precisam ser ponderadas, porque dependendo da inclinação e do piso, a velocidade final pode levar o ciclista a capotar em acidentes muito graves.

Então resolvi revisar a matéria, para o ponto de vista do ciclista de "alta inércia"!

1 - Pense positivo.
Ah, o poder do pensamento positivo!  Vc se imagina lá em cima, flutuando nas nuvens, megarange engatada, cada pequeno esforço seu sendo usado para subir a ladeira, que você tem certeza que vai vencer. ACORDA, DESCE DO PÉ DE ALFACE, ALICE!  Tenta, joga a megarange, e tenta. Mas se não der, nada de vergonha. Desce e empurra. O que não pode é desistir. Até o melhor dos melhores já empurrou uma bike ladeira a cima!

2 - Escolha a bike que vai usar.
Ora, vc já está no pé da Ladeira da Misericórdia, em Olinda, onde você chegou pedalando sua aro 26', tem mais nada a fazer. Ou sobe no pé ou empurra. Já decidisse?!

3 - Respire corretamente.
Oxe, tem um momento que vc não sabe se respira ou pedala, os dois ´tá difícil!  O paredão está lá, vc fazendo um "esforço do cão", gemendo e chorando para conseguir 10 cm a mais.  Para, respira, desce da bike e empurra. Se vc tiver um ataque cardíaco, você morre, porque o SAMU também não consegue subir essa p...!

4 - Cadência e esforço.
PQP &%#$!@¨%#!@&*&¨#, quem é que consegue olhar para ciclocomputador enquanto luta para não empinar a bike, luta para continuar subindo, e luta para aguentar o povo dizendo "vamos, vamos" para o "alto e avante"! Cadê meu canhão laser quando eu preciso dele!?

5 - Sentado ou em pé.
De qq jeito que der. 10 metros depois de iniciada a subida, você já está desejando matar o fdp que te trouxe ali! Porque o mundo não é só descida?!?!

Então, desde que você não está competindo com ninguém, que é apenas um passeio, vendo lugares legais, mesmo um cicloturismo ou uma cicloviagem com amigos, fique esperto e economize seus joelhos.  Faça umas selfies subindo, vá devagar, e se for preciso, DESÇA E EMPURRE.  Você não deve nada a ninguém que esteja te obrigando a subir montado na bike.

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29 de novembro de 2016

É UM PAI, MÃE, FILHO OU FILHA...

Depois que acontece, não adianta se desculpar!
O ciclista não é um carro, não tem carcaça protegendo.
É um pai, mãe, filho ou filha, que precisa de proteção nas ruas.


FOTO DE UMA REPORTAGEM DO G1 - NO RIO DE JANEIRO!

Amigos...

Muitos motoristas tratam o ciclista como se fosse um ser a parte, uma definição por si só. Lidam com ele como se fosse um obstáculo, um impecilho ao SEU uso da estrada, das ruas, das avenidas.  O tráfego é ruim, o ciclista é o culpado.  O ciclista fura um sinal vermelho (nenhum carro a vista, ele cruza!), "viu, ele não segue as leis!"  O ciclista para na faixa de pedestres (sem ameaçar ninguém com isso), "olha, que irresponsável!"  O ciclista sobe numa calçada (devagar e sem ameaçar ninguém), "olha lá, termina atropelando um pedestre!".

Muitas de nossas ações tem motivos e razões causadas por ações ou inações dos motoristas e também muito das falhas do poder público.  Ou seja:

  1. Parar na faixa de pedestres nos garante visibilidade dos carros e evita ser fechado e atropelado caso o motorista deseje entrar a direita.  
  2. Furar um sinal vermelho sem carros a vista, também nos alivia da pressão que os motoristas exercem logo que abre o sinal.
  3. Quando os carros entopem as vias, e nem os corredores sobram para se passar em segurança, as calçadas são opções válidas, desde que não se ameaçe ninguém com isso. Se estiverem cheias, o indicado é descer da bicicleta e empurrar.

Todos esses casos podiam ser resolvidos se existisse uma infraestrutura mínima para a bicicleta (falha geral de vários governos seguidos), e o RESPEITO e EDUCAÇÃO dos motoristas. A lei já preconiza a distância de 1,5m ao ultrapassar ciclista, o que deve ser feito em baixa velocidade. Mas nem a infraestrutura nem o respeito e educação existem!

O ciclista é visto como "espécie", despersonalizado, não como o que realmente é: um ser humano usando um veículo leve, movido a propulsão humana, e sem nenhuma benesse do poder público. E que também é, assim como o motorista, um pai, mãe, filho ou filha, um profissional ou um empregado, quem sabe até um cientista com PhD resolvendo os problemas do mundo?!   Então, antes de crucificar o ciclista, veja se você tem feito a sua parte, se você respeita o espaço dele, se você diminui ao cruzar a bicicleta, se você dá tempo para ele se mover, ou se você é apenas mais um "monstrorista" transformando as ruas em pistas de competição.

Para dúvidas, recomendo a leitura do CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO (CTB), aqui!

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25 de novembro de 2016

MAIS 1 VIDA PERDIDA...


E MAIS DOIS ATINGIDOS...


Amigos...

De ontem, 24 de novembro, para hoje, três ciclistas foram atingidos por motoristas na Av. Abdias de Carvalho. UM MORTO, DOIS FERIDOS. Três ciclistas não! Três pais, filhos, irmãos, maridos, profissionais, empregados ou não, e em síntese, três seres humanos atingidos enquanto se deslocavam em um corredor de tráfego que devia ter uma ciclovia faz tempo!  E não é por falta de planejamento.  A ciclovia consta do PDC, Plano Cicloviário da Prefeitura do Recife e do Governo do Estado, apesar de ser apenas um trecho.  Ligando vários bairros populosos e onde a bicicleta é muito utilizada, é impensável que não exista uma ciclovia em toda a extensão da Abdias.

Mas a PCR não faz, não cumpre, ignora, se faz de morta!? Se faz? Não, faz tempo que morreu para os ciclistas do Recife. Não temos segurança, não encontramos nem respaldo nem eco as nossas demandas. Para a PCR, ciclista é turista, só deve pedalar na ciclofaixa móvel, é obstáculo a passagem dos carros, é um "pentelho" ocupando a via.

E as entidades que podiam e deviam jogar duro nessas ocasiões: MINISTÉRIO PÚBLICO, AMECICLO, e a nova UCIPE, não conseguem pressionar o governo. Em nome de uma crise e falta de recursos, f*%$%#@ a bicicleta e seus usuários, é o que temos ouvido cada vez mais.

Pena. Tristeza.  Indignação.

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22 de novembro de 2016

A ORDEM E A DESORDEM...

A CICLOFAIXA MÓVEL DE LAZER E TURISMO atrai porque sugere ordem e controle, preservando o 
espaço do ciclista no meio do tráfego doido do Recife. Poucos são os que tem coragem de se 
aventurar fora dela, mesmo nos domingos!

Amigos...

Não sei onde você mora, mas observe a situação da sinalização horizontal das ruas de sua cidade.
 Aquela que pintam no chão das ruas para indicar faixas de pedestres, sentidos de tráfego, etc.

Recife não mantém a qualidade dessa sinalização, não sei se por safadeza ou o quê!?  A verdade é que a pintura não dura e não é refeita com frequência.  A cidade passa uma impressão de desleixo, sem ordenamento, sem controle.  Não é que as pessoas consigam verbalizar isso, ou perceber conscientemente a relação entre a qualidade da sinalização e a desordem da cidade. Mas é o que acontece.

Recife é uma cidade que sempre foi desordenada. Nenhum prefeito conseguiu por ordem nos camelôs, nos transportes públicos, e assim também como na sinalização da cidade. O camelódromo foi feito para por fim na bagunça em 1994, e hoje é uma bagunça, e a bagunça dos camelôs nas ruas da cidade só cresceu. Os sistemas de transportes públicos são superplanejados, mas levam tanto tempo para serem implantados que já nascem ultrapassados. Assim como a sinalização horizontal do tráfego, cuja pintura não dura nada.

As pessoas não percebem que sem faixas de tráfego, os carros seguem ao Deus dará. Que sem faixas de pedestres, os carros avançam ameaçadores a cada sinal. Que sem sinalização, cada um faz o que quer, na certeza de que não serão flagrados. E ai, rola contramão, conversões proibidas, pisca-alerta sem necessidade, desrespeito, descontrole, desordem.  E nem falo das calçadas, cada dia piores e menos respeitadas. Quando os mais ricos viajam para o exterior, o mundo parece mais organizado. Mas nem eles associam essa aparente ordem com ruas bem sinalizadas, garantindo o espaço do cidadão e do turista.

Resumindo, a desordem tomou conta da cidade. E não acredito que um dia irá embora.

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DE OLHO NA BIKE



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No aguarde!

Original ROGÉRIO LEITE @ 2010