12 de março de 2017

AINDA MAIS DO "MAIS, DO MESMO"

Parte da "NOVA" ciclovia... 


Amigos...

Título complicado... mas explica-se.  Eu já usei o título MAIS, DO MESMO em posts anteriores.  Sempre mostrando que as ações da PCR e do Governo do Estado de Pernambuco são sempre ações parecidas e com os mesmos erros conceituais.

Dessa feita, as fotos mostram a "nova" ciclovia que o governo do estado quer vender como "nova".  Vamos por partes... Ela vai sair do Marco Zero, o ciclista sai pedalando. Ao chegar na Ponte Buarque de Macedo, ele utiliza os seus superpoderes e "voa" até a praça da República, porque a ciclofaixa NÃO atravessa a ponte. Segue pela praça da República, até a ponte Princesa Isabel, onde saca novamente sua varinha de Harry Potter e flutua sobre o Capibaribe até a Rua da Aurora. Nesse ponto, estão "fazendo" muito trabalho na ciclovia...pintando parte do calçamento que já existe em todo parque linear da Aurora, na beira do rio, para parecer uma ciclovia... nossos governantes parecem ODORICO PARAGUASSU, mudando o nome do cemitério para ver se morria alguém e podia ser inaugurado. Pintam a pista de bicicleta que JÁ EXISTE A ANOS no parque da Aurora e na Carlos de Lima Cavalcante, e chamam de ciclovia para ver se enganam alguém.

Os puxa-sacos ficam "lambendo o ovo" dos poderosos. Mas a gente que pedala sabe que esses cabras só se interessam por obras que possam tirar um "por fora".  E ciclovia é serviço mixuruca, barato, não dá "retorno" no bolso que autoriza. Novamente, nossos governantes tentam enganar o povo. Será que eles acham que ciclista é tudo analfabeto? Será que tem consciência de que somos médicos, advogados, físicos, químicos, engenheiros, funcionários federais de alto escalão, muitos com graduação, mestrado, doutorado e pós-docs?!

Como visto, MAIS, DO MESMO!

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13 de fevereiro de 2017

ESPAÇO MEU OU NOSSO?

ÔNIBUS DE MENOS, CARROS DE MAIS...
Afinal, de quem é o espaço público?
Quem deve agir para e como reduzir a dependência do carro?
A gente tem coragem?

Amigos...

Numa conversa com amigos CICLISTAS, alguns expuseram o problema de como resolver o tráfego bloqueado que anda rolando no Recife nesses primeiros dias de 2017. O papo rolou sobre como tirar carros das ruas, e como atender as demandas por mobilidade com o transporte público que temos.

O transporte público do Recife é ruim. Mas não é só por conta da quantidade de carros que existe nas ruas ou porque não existem faixas exclusivas em toda cidade. É ruim porque é mal integrado, existem poucos ônibus, que vivem presos em um sistema de vias antigo, apertado, e sem condições de fluidez. Os BRTs da Caxangá andam a 20 km/h! E isso porque tem uma canaleta exclusiva e um sistema de alimentação de passageiros super-rápido.

Faz tempo que o P&O defende que precisamos dar um RESET na mobilidade do Recife. E sugerimos a seguinte rota de ação:

  1. tirar TODAS as vagas de zona azul do Centro expandido da Cidade, em um arco que vai até o começo da Caxangá, começo da Herculano Bandeira, fim da Cruz Cabugá quase Olinda. Sem vagas baratas, só quem tiver muitos recursos poderá pagar os exorbitantes preços dos estacionamentos privados...ou então, usar táxis ou uber para ir de carro. O resto, vai ter de usar o ônibus ou a bicicleta.
  2. Proibir o estacionamento de motocicletas nas ruas e calçadas do Centro contraído (região da Guararapes e  Dantas Barreto, até o Marco Zero e cercanias). Não vamos deixar a brecha de trocar o carro pela moto. 
  3. Transformar todo o Centro contraído em área pedonal, como se fosse um "GALO DA MADRUGADA" permanente. Os únicos veículos permitidos seriam as bicicletas, inclusive as de aluguel e  os rinquixás a pedal. Futuramente, veículos leves sobre trilho ou um bonde turístico local faria um giro pela borda da área pedonal.
  4. Todo o sistema de transporte público passar a usar o bilhete único, válido por uma hora.
  5. Todas as vias por onde passassem ônibus seriam dotadas de faixas exclusivas e sistemas de prioridade nas sinaleiras. Tornar o fluxo de ônibus prioritário.
  6. Todas as vias grandes teriam uma ciclovia exclusiva, indo dos bairros ao centro, e transversalmente nas perimetrais.
  7. O IPVA de carros no Estado deveria ser duplicado para reduzir o interesse em sua aquisição.
  8. O ICMS das bicicletas deveria ser zerado, aumentando a facilidade de aquisição e barateando a manutenção.
  9. Campanha de TV e rádio deixando claro que a Prefeitura e o Governo do Estado espera que as pessoas deixem seus carros em casa durante a semana, e usem o transporte público, as bicicletas, e se for extremamente necessário, táxis e Uber.
  10. Linhas de crédito específicas para destinar os carros à venda no estado para exportação, inclusive os carros usados.

Parece difícil que um dia algo assim aconteça? Não parece, É MUITO DIFÍCIL. E sabe porque? Por que o carro domina as finanças do estado e do município. O carro elege os políticos.  O carro mantém postos de combustível funcionando, com pagamento de ISS. Mantém oficinas, lojas e revendas de peças, distribuidoras, etc, com pagamento de ICMS.  E tudo isso sem falar no lobby das empresas de ônibus, nas cooperativas de taxis, do CDL que pressionaria para ter carros no Centro, etc... Imagina o desemprego causado por essas 10 medidas acima?

O problema não é apenas o excesso de carros. O problema são as múltiplas e variadas dependências que a cidade e o estado, e porque não, o país, tem com a indústria e o comércio dos automóveis. Tirar isso da reta, só na paulada.

Quem se habilita a levar a primeira porrada?

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9 de fevereiro de 2017

VOCÊ ESTÁ PREPARADO PARA UM ACIDENTE?

Pequenos acidentes podem ser muito perigosos.
Procure saber como resolve-los para evitar danos maiores.
Amigos...

A BIKE COMMUTERS postou esta questão sobre um acidente com um ciclista durante uma trilha. A queda foi grande e quase decepou um dos dedos da vítima. Isso colocou duas questões: primeiro, fazendo trilha, qual a cobertura em caso de acidente?  E segundo, e na cidade, como minimizar os efeitos de um acidente?

A primeira é mais simples que a segunda, porque fazer uma trilha é menos comum que pedalar no dia a dia. Sempre leve um kit de primeiros socorros, básico, mas suficiente até para estancar um corte feio na coxa, por exemplo.  Um corte assim, pode seccionar a artéria femural, e você morre rapidinho por falta de um simples torniquete.  Claro, você precisa saber que tem de aplicar um torniquete!!?  E para isso, é interessante que um ou mais de um participante, tenha conhecimentos ou feito um curso de primeiros socorros. Até chegar o SAMU no meio do mato, a vítima já "cantou para subir"! E você que gosta de trilhas, que curte sair pelo mato em locais ermos, tenha certeza que alguém sabe o que fazer em caso de acidente e tenha o kit básico sempre a mão.  E em seguida, SAMU. Estabilizado você tem mais chances de vida, e pode esperar o resgate.

E na cidade? Você vai pedalando por ai, a lazer ou a trabalho, e uma "anta" motorizada te joga contra o meio-fio, fazendo seu passeio virar queda, dor, ferimentos, etc. A primeira questão é que você não deve dar um pulo e ficar de pé de imediato, apesar de ser o reflexo de 100% dos acidentados.  Pare onde caiu e se inspecione, deitado mesmo.  Veja se sente mais dor em qualquer parte do corpo, e tente se mexer aos poucos. Não force.  Em caso de dúvida, aguarde o resgate. Se você sentir que pode, levante-se devagar, sempre atento ao que está rolando com o seu corpo. A raiva de momentos assim nos enche de adrenalina, e deixa o corpo meio que anestesiado. Se nada pior aconteceu, siga. Se sobrou algo quebrado e/ou dolorido, dê um tempo para passar e siga. E se preciso, chame o resgate.

Independente do que acontecer depois, fique atento a sinais importantes: se bateu a cabeça, mesmo com capacete, dores de cabeça podem indicar que houve algum dano com a pancada. Melhor procurar um médico.  Se alguma área do corpo inchar ou ficar alguma mancha roxa, procure um médico. Se você estiver com dores localizadas em algum ponto do corpo, mal estar, enjoo, procure um médico.

E procure um médico RÁPIDO! Quanto mais rápido melhor.

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4 de fevereiro de 2017

LEMBREM-SE DO SUJISMUNDO


Tem outros vídeos do SUJISMUNDO no Youtube... 
repasse ao seu "amigo" sujão e desrrepeitador da coisa pública!

Amigos...

A quem pertence a rua? Parece ser uma questão óbvia: "pertence a todos".  Mas você acha que "pertence mesmo a todos"? E o que é algo que "pertence a todos" no Brasil?  Nos acostumamos a pensar que o que "pertence a todos" serve para ser usado de forma irresponsável.

Tratamos o bem público não como algo que devemos zelar e manter porque não é só meu. Ora, se é meu, eu faço o que quiser, inclusive sujar, ignorar o próximo, exigir o uso como se tudo fosse meu mesmo, propriedade de papel passado e tudo. Perversão de conceito.

Essa é a raiz de tantos desmandos.

O poder público faz campanhas onde "pessoas felizes" seguem todas as regras, "sem constrangimentos".  E elas não funcionam. Todos os dias vemos isso. Gente que comprou um carro e acha que comprou a rua. Gente que joga seu lixo pela janela do ônibus ou do assento da moto. Gente que pedala rápido ameaçando pedestres em cima de calçadas.

O poder público devia mostrar era as "muitas caras feias da gente" olhando e observando esses comportamentos, como a gente faz quando vê. O poder público devia ser capaz de constranger os prováveis infratores para que pensassem duas vezes no ato antes de faze-lo.  Lembrem-se do SUJISMUNDO... funcionava tão bem...

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11 de janeiro de 2017

GRUPOS DE PEDAL...

SAÍDA COM O APS no Carnaval de 2014.
Nosso colega, Gabriel, "THE COCÔMAN", enchendo a cidade de alegrias...


Amigos...

Voltei a pedalar em Recife no meio de 2008.  Com a idéia de que o Recife era muito perigoso, assaltos em toda a cidade, comecei a sair com grupos de pedal noturno, para fazer alguma atividade física.  Para quem não pedalou muito por uns 15 anos (Salvador tem ladeiras demais para bike!), Recife é um paraíso e os grupos de pedal se mostraram um caminho simples e gratuito para me adaptar a cidade novamente.
Sempre recomendo os grupos de pedal para iniciantes. A grande maioria dos grupos é composta de ciclistas que querem pedalar por prática esportiva ou simples prazer, e procura na formação do "efeito manada" a segurança que a cidade não oferece ao ciclista no dia a dia.  Ontem, por exemplo, dois atropelamentos de ciclista, com uma morte, mostram que muitos motoristas não gostam dos ciclistas, mesmo a gente sendo "um carro a menos", mesmo e talvez por isso, "não pague IPVA, não uso gasolina"... Todas as iniciativas são válidas para melhorar a vida da cidade.  Já ouvi de gente esclarecida, com nível superior e boas escolas, que a cidade não é para o ciclista, que foi feita para os carros e pronto. E tem ódio aos grupos de pedal que "roubam" 15 ou 20 segundos do seu precioso tempo num cruzamento. Sem discussão, porque gente assim costuma ser intolerante até com quem simplesmente o manda ler o CTB.  Mas sim, tem gente do nosso lado que também não gosta de grupos de pedal. Que acha que eles fazem mal para o "movimento dos ciclistas".  Que não lutam por nada além do poder econômico para eles.
Eu já pedalei em 6 grupos. Nesses 8 anos, eu paguei 5 reais em um dos grupos que sai para experimentar. O dinheiro era para pagar o apoio que o grupo dava, gasolina no carro de apoio, pessoal não voluntário.  É um grupo de iniciante, onde o povo morre de medo de pedalar nas ruas. Haja paciência.  Conheço outras iniciativas que estimulam o uso da bike no dia a dia, voluntárias. Mas se tem o grátis e tem o pago, e se tem gente para as duas, cada um que escolha a que se sentir mais cômoda.
Eu como não tenho recursos, acreditei e acredito nos grupos de pedal grátis.
Sinto falta do APS para recomendar aos iniciantes, talvez o melhor grupo de que já participei, sem apoio, ninguém ficava para trás solto ou desprotegido, e rodava pela cidade toda, por lugares que só conhecia de letreiro de linha de ônibus.  Linha do Tiro, Corrégo do Euclides, Alto do Passarinho, entre outros, foram lugares que conheci com o povo do APS (AMIGOS PARA SEMPRE!). Obrigado a Roberta e Gil, organizadores do APS, por essas experiências. Também sinto falta do Corujaqueira. Mesmo limitado a 3 destinos alternados: OLINDA, BOA VIAGEM e  VÁRZEA, era um bom passeio.
A CICLOFALSA demoliu por dentro os grupos, oferecendo um espaço para o passeio de bike semanal sem grupos. A prosperidade dos primeiros anos Lula, estimulou o uso das bicicletas.  Mas então veio o fim da prosperidade, a tal crise.  Com ela, o aumento da criminalidade e com novos alvos, as bicicletas.  E como mágica, alguns grupos que tinha continuado com menos gente, crescem em número de ciclistas e captam novas parcerias e roteiros. Agora os AMIGOS DO PEDAL PE, o VAMOS PEDALAR SEMPRE -VPS/Pedal Alternativo, e outros remanescentes da "época de ouro" dos grupos como o MARÉ BIKE e o PEDAL CLUBE, ganham força novamente.
Esperar longa vida ao grupos, é infelizmente, entrar em conflito com o desejo de todos nós, de que a cidade seja mais amiga do ciclista TODO DIA, e que possamos ir para todos os lugares com menos medo.  Mas enquanto não conseguimos isso, vida longa aos grupos!

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DE OLHO NA BIKE



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Ei, QUER SUA FOTO AQUI TAMBÉM? Se tiver bicicleta nela, vale! Mande com uns 800 pixels de largura maior para CONTATO.RL@GMAIL.COM, com marca d'água, nome, email e/ou telefone. Atualizado todo final de semana.
No aguarde!

Original ROGÉRIO LEITE @ 2010