21 de junho de 2016

REPORT DO "PARAÍSO"...SQN!

Assim, de longe, haja espaço!

Amigos...

Se tem um lugar na Terra que pode ser considerado como o PARAÍSO dos carros, esse lugar é Brasília. Apesar de já ter algumas iniciativas como Metrô e construção de ciclovias, ainda é uma cidade onde ficar sem carro é sofrer.  Passei uns dias por lá e observei como deve ser difícil a vida do ciclista e do pedestre em uma cidade com avenidas de largura quilométricas, com canteiros gigantescamente cheios de árvores, e passagens de pedestres separadas por distâncias quase impensáveis.  É uma maratona conhecer a cidade, se não tiver um carro.  E outra se tiver, porque andar entre tantas entradas, saídas, fazendo um giro enorme para não ter cruzamentos e engarrafamentos, deixa qualquer um tonto.

Quanto mais espaço, mais carros...
Realmente, engarrafamentos como conhecemos no Recife, vi poucos.  Nas ruas, os carros andam em alta velocidade.  Frase de um parente: UM DIA MORRE UM MOTOQUEIRO, NO DIA SEGUINTE UM BICICLETEIRO! Mesmo onde tem ciclovias, algumas não são realmente protegidas. E quanto mais espaço se dá, mais carro tem (foto)! E isso para nem falar que todo mundo corre no limite das vias, muita gente tem carros grandes, é cheio de "sabe com quem tá falando" motorizado, e todo lugar fica a quilômetros.


Pedalar em uma das ciclovias do LAGO NORTE, um acostamento convertido em ciclovia, com brechas para as paradas de ônibus, e sem nem mesmo umas "tartarugas" para separação com o tráfego, é um ponto de risco na Capital Federal!

Andar por Brasilia exige atenção, paciência, e é coisa só para GPS!  Mas eu gostei da cidade. Como Recife, é plana, e creio eu, vai ter um futuro melhor para os ciclistas. Ao contrário do Recife, o governo de Brasília está implantando ciclovias em toda a cidade. Mesmo que algumas não sejam lá grande coisa, quanto mais, maior a probabilidade de aumento dos usuários. Faça a infraestrutura e os ciclistas aparecerão.  E Brasília está fazendo!

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10 de junho de 2016

PORQUE A LINGUAGEM IMPORTA QUANDO FALAMOS DE ACIDENTES ENTRE CARROS E BICICLETAS!

ARTIGO LONGO...
COMENTÁRIO PRÉVIO: Mudam as pessoas, os países, as cidades, mas isto podia ser o que o DIÁRIO DE PERNAMBUCO ou o JORNAL DO COMMÉRCIO, ou ainda um dos canais de TV da cidade fazem quando descrevem um acidente entre CICLISTAS e MOTORISTAS no Recife. Somos sempre os culpados, MESMO ESTANDO CERTOS.
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Na última semana, uma jovem de 27 anos morreu após uma "interação" com um caminhão de combustíveis no Brooklyn, N.York, EUA. Esta é uma forma NEUTRA de se expressar à respeito de uma notícia dessas. Essa mesma notícia foi dada por um noticiário americano em duas versões, e está sendo usada aqui para exemplificar o poder das palavras.  A mesma repórter deu as duas versões.  Na primeira, no dia do acidente, a repórter entrevistou os investigadores e deu a seguinte manchete e um trecho da notícia:

CICLISTA MORRE APÓS BATER EM CAMINHÃO DE COMBUSTÍVEL NO BROOKLYN.
Uma mulher andando de bicicleta para o trabalho foi morta depois que bateu em um caminhão de combustível na terça de manhã, no Brooklyn. 
A polícia disse que a ciclista de 27 anos estava na pista de bicicleta em direção ao norte e colidiu com o caminhão - que estava indo na mesma direção quando ele virou à esquerda em um cruzamento. O caminhão não tinha um sinal de parada. Investigadores disseram que a ciclista bateu na traseira do caminhão e foi puxada por baixo. Ela mais tarde foi declarada morta no hospital. Testemunhas disseram que a ciclista estava distraída em seu telefone celular.

No dia seguinte, a manchete e o texto haviam mudado:

MOTORISTA ENFRENTA ACUSAÇÕES QUANDO SEU CAMINHÃO FECHOU E MATOU UMA CICLISTA 
Uma mulher andando de bicicleta ao trabalho foi morta depois que foi atingida por um caminhão de combustível na terça de manhã, no Brooklyn. 
A polícia disse que ela estava na pista de bicicleta em direção ao norte e foi atingida pelo caminhão - que estava indo na mesma direção - quando ele virou à esquerda no cruzamento. Investigadores disseram que a ciclista foi puxada para baixo do caminhão. Mais tarde ela foi declarada morta no hospital. As autoridades disseram que a ciclista tinha o direito de passagem quando foi atingida. 

Observe que não existe mais referência ao telefone celular.

No artigo original, parece que o motorista fez a curva certa e que por olhar no celular, a ciclista se chocou com ele. Na versão corrigida, o motorista é colocado como culpado e levado preso.

Porque são versões tão diferentes? O cicloativista Doug Gordon observa que a polícia tem uma longa história de culpar as vítimas. E questiona os jornalistas que cobrem estes eventos de morte de vulneráveis nas ruas sobre porque é tão importante ser o primeiro? Porque não esperar e fazer a coisa certa!?  As palavras realmente importam e é como se existissem duas histórias diferentes aqui.  Uma culpa a vítima. Outra o motorista. E o único fato em comum as duas é que a ciclista está morta.

Original da Treehugger, daqui!

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3 de junho de 2016

AS PRIORIDADES DA PCR

CADÊ A CICLOFAIXA QUE ESTAVA AQUI?! A PCR COMEU...
No domingo passado, por conta do jogo no campo do Sport, a ciclofaixa de turismo e lazer
foi "interrompida" na Ilha do Leite, sem aviso, sem preparação. Ciclista que se vire, como sempre!
Foto: GERO@ 2016
Amigos...

Todos os dias temos notícias de ciclistas atropelados, de pedestres desrespeitados, de ônibus presos em engarrafamentos.  Ao assumir, a atual administração da PCR anunciou uma "inversão de prioridades", abrindo espaço nas "ruas dos carros" para as pessoas, para os ônibus, pedestres e ciclistas.  Mas em 3 anos e meio, pouco fez.  Os corredores de ônibus não são respeitados, invadidos dia a dia por motos e carros. Multas, dizem que tem, eu nunca soube de uma recebida. O plano cicloviário vendido como grande trabalho da atual administração, praticamente nada foi tocado. Calçadas? Será que as calçadas passariam numa pesquisa simples com os pedestres?!  Ora, claro que não.

Mesmo a tal CICLOFAIXA de Lazer e Turismo, obra para vender um "pseudo-envolvimento" da PCR com a bicicleta, não tem prestígio algum. Basta um jogo na Ilha do Retiro, e o braço Oeste fica inativo. Pior.  Ao invés de interromper logo no centro, arrasta os usuários até a ilha do Leite e larga o povo no meio do tráfego. Esquece que nem todos são realmente ciclistas, mas saem para fazer um passeio com as crianças, uma volta ali num domingo assim, meio chuvoso. E sem aviso, todo mundo no tráfego!!

Por isso, Sr.Prefeito, não tem mais nem meu voto (se arrependimento matasse!?!), nem meu apoio (o pesadelo nunca termina!), nem mesmo minha condescendência.  Se vire!

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27 de maio de 2016

À PROVA DO RECIFE?

ELEGANTE, URBANA E PROTEGIDA, por tudo quanto é santo!

Amigos...

Lançada pela holandesa VanMoff, uma nova bicicleta urbana que "elimina o medo dos ladrões de uma vez por todas".  A SmartBike virá equipada com muitos recursos avançados, como um bloqueio interno sem chave que reconhece sua mão usando a tecnologia Bluetooth, luzes automáticas controladas por meio de um aplicativo de smartphone integrado, e porcas e parafusos anti-roubo, além de um sistema embutido de rastreamento. Mais do que isso até!  A bicicleta vem com uma garantia que nenhuma outra tem: GARANTIA PAZ NA MENTE! Se a bicicleta for roubada, a empresa ativa uma equipe de recuperação que tem duas semanas para recupera-la, ou a empresa envia uma nova bicicleta.  Essa garantia, grátis por dois anos após a compra, pode ser estendida com uma taxa mensal após o vencimento.

Será que resiste ao Recife?

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19 de maio de 2016

O NOSSO CÓDIGO

Foto: DAQUI


Amigos...

Um código de trânsito como o CTB, publicado como lei em 1997, tem várias falhas quando se observa as relações entre as quantidade de veículos, e os diversos modais de hoje. Tudo bem que estabelece uma ordem de prioridades de força para proteger os mais fracos e exige que os motoristas respeitem pedestres e ciclistas. Mas as punições são brandas, as finas educativas continuam, e quem pedala ou anda continua sofrendo.  Um fino em um ciclista pode custar a vida dele, mas a multa não chega a R$ 100. É pouco para obrigar os motoristas a respeitarem pedestres e ciclistas.

Mas a questão aqui é que precisamos ter um código de conduta nosso. Não algo que imponha a nossa visão ao do motorista, mas que nós passemos a seguir e a divulgar, para evitar causar problemas a nós mesmos.  Não entendi! Dá um exemplo? Você está pedalando em uma avenida cheia de carros. Está se aproveitando do corredor do canto, na boa. O espaço fica muito restrito, e de repente, vira outro ciclista na contramão e de frente para você!  Este é um exemplo de um ciclista atrapalhando outro. Pior se quem está na contramão insistir em pedalar por dentro, "empurrando" você para o meio do tráfego!

O CÓDIGO DE CONDUTA DO CICLISTA URBANO precisaria atentar para essas situações e definir um protocolo, uma forma aceitável de resolver cada situação.  Poderia ser colocado que o ciclista na mão deve ficar por dentro, junto a calçada, porque não controla o que vem atrás dele.  O ciclista na contramão deve parar no cantinho ou ir por fora, se o tráfego permitir, porque ele tem como ver o que os carros estão fazendo atrás do primeiro ciclista.  Várias outras situações do dia a dia poderiam ser incluídas, com sugestões eficientes e pensadas por ciclistas, para resolve-las da melhor forma.

Esse CÓDIGO poderia virar uma cartilha das organizações, distribuídas com o máximo de ciclistas da cidade, entregue nas escolas, apresentada nos eventos.  Um modelo para isso poderia ser a CARTILHA DO CICLISTA DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS, mas focada nas situações e soluções. Outro, que tal a página de COMO PEDALAR NA HOLANDA (em inglês!). Seria uma forma simples de educar quem nem sempre teve oportunidade de aprender como se comportar ao pedalar.

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DE OLHO NA BIKE



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Ei, QUER SUA FOTO AQUI TAMBÉM? Se tiver bicicleta nela, vale! Mande com uns 800 pixels de largura maior para CONTATO.RL@GMAIL.COM, com marca d'água, nome, email e/ou telefone. Atualizado todo final de semana.
No aguarde!

Original ROGÉRIO LEITE @ 2010