29 de março de 2015

QUASE ABOLIDO...

Túnel da Abolição... ainda fechado...

Parada de ônibus embaixo da Caxangá... olha as escadas prontas.

Amigos...

O túnel da Abolição tem sido motivo de piada já tem algum tempo. Inicialmente concebido para estar pronto antes da Copa no começo de 2014, já vai com mais um ano de atraso.  Hoje, fui dar um rolê e ver como andam as obras afinal.  As obras parecem estar terminando, afinal parecem ter conseguido resolver o problema do lençol freático que inundava o túnel (inundava? vou esperar as chuvas mais fortes!!!).  A escada da parada de ônibus está quase pronta, faltam os corrimões.  O elevador para atender idosos e deficientes, está no meio da instalação. Claro que esse elevador não vai funcionar por muito tempo, como as escadas rolantes e elevadores de outras passarelas como a do Hospital das Clínicas e a passarela da Antônio de Goes, no Pina. Mas estão fazendo.

Só como sempre esqueceram dos ciclistas.

A via que corre ao lado do viaduto é muito usada por ciclistas que seguem para Afogados. Eles seguem por ela, e pegam uma contramão pequena e ai retornam ao rumo de Afogados. Mas quando o tráfego do túnel for aberto, como vai ser? Mais um ponto de risco, com estreitamento de vias?

Recomendação minha: sigam pela calçada do museu, desçam do outro lado, e sigam seu caminho. Um túnel de 2 pistas, com uma parada de ônibus lá embaixo, juntando com nossos "excelentes monstroristas" e muito tráfego, ali vai ser outro ponto de morte!

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20 de março de 2015

UMA NOVA TRANCA, MAS LEVE E RESISTENTE!



Amigos

Um novo modelo de tranca para bicicleta está em um projeto KICKSTARTER... que acham?

COMENTEM!!!

6 de março de 2015

ENQUANTO ISTO, NO PARAÍSO...

RECIFE, HOJE, 06/MARÇO/2015 - Alagamento!
foto: DIÁRIO DE PERNAMBUCO

Amigos...

Uma coisa é imaginar, outra é ver a verdade. Copenhagen e Amsterdam têm problemas com a chuva, de forma semelhante ao que acontece com o Recife. Choveu muito, alagam, e não é pouco.  Mas ao contrário de nossa cidade, eles não perdem tempo em estudar maneiras de evitar os problemas causados pela impermeabilização provocada pelo asfalto e concreto. 

Enquanto no Recife, se briga para que o poder público gaste um pouco do "rio" de recursos com as bicicletas, quem sabe pintando uma ciclofaixa, separando um pedaço para os outros usuários das ruas além dos carros, lá estão discutindo como as ciclovias e ciclofaixas poderiam ser transformadas, por baixo, em gigantescos coletores de águas pluviais. 

Com projetos modulares e muito eficientes, até parques e jardins podem contribuir como sistemas de absorção de água e transferência para sistemas de drenagem, deixando a cidade e seus moradores mais tranquilos. Será que não passa pela cabeça dos nossos gestores o quanto se gera de danos e prejuízos "selar" a cidade com asfalto e concreto?

Porque não adotar uma sistemática mais eficiente de coleta de águas de chuva, até mesmo para evitar chegar nos problemas de Sampa.

Alguém quer pensar nisso?

COMENTEM!?!?

4 de março de 2015

ALGUM DIA TEREMOS ESTE NIVEL DE RESPEITO?


Amigos...

Tem uns 7 anos que olho, fotografo e analiso soluções para a mobilidade no Recife.  Vou andando, pedalando, de busu ou de carro, mas sempre com um olhar pasmo para a indiferença da sociedade e dos poderes públicos com a situação do NÃO motorizado na cidade.  Recife é uma cidade de ruas estreitas, carros demais, espaço de menos e muitos engarrafamentos.  É também uma cidade onde o pedestre NÃO existe, é uma figura mítica, algo fantasmagórica, tipo "A PERNA CABELUDA", que teima em aparecer nos lugares menos desejados, tipo faixas de pedestre, calçadas, etc. E o ciclista? Esse nem é tratado como alma penada, mas como obstáculo numa corrida desenfreada por espaço. Recife é uma cidade onde apenas o motorizado conta, e para quem o poder público trabalha exaustivamente.

SENÃO VEJAMOS....

A cidade é toda cortada por rios, construída em cima de ilhotas e aterros do manguezal. Mas tem apenas 2 pontes de pedestres, em Santana e em Monteiro.  Todas as demais são para carros.  É certo que todas contam com calçadas bem altas, mas todas sofrem de estrangulamento do tráfego, são mais estreitas que as vias que as alimentam.  Para o carro é apenas mais alguns minutos de tráfego. Mas para o ciclista é quase um convite ao suicídio.  Descer a ponte do Derby até a Praça do Internacional é um dos pontos mais perigosos da cidade.  Com uma única faixa de tráfego e dúzias de ônibus passando, inclusive o BRT, mesmo em horários tranquilos (DOMINGO DE MADRUGADA!), ainda é arriscado de descer. Quase o mesmo que a descida da Capunga do lado das Graças.  Ou da ponte viaduto do Carrefour, sentido Parnamirim, com sua saída a direita para o Plaza.  As pontes da cidade foram projetadas para quem tem motor, para quem tem carcaça de aço.  Não atendem a demanda de todos os cidadãos e pior, como já são estreitamentos de fluxo, nunca vai ceder espaço para uma ciclovia protegida. Precisamos mesmo de pontes para pedestres e para ciclistas.  E quem sabe, com isto, deixar a cidade mais bonita, mais alegre.

O povo do COPENHAGENIZE postou uma análise de novos modelos de pontes, com arquitetura muito interessante e a proposta de respeito e dignidade para quem anda ou pedala.
Olhem as fotos... Quando teremos este nível de respeito?

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24 de fevereiro de 2015

PEDESTRE? TE LASCA CABRA!

Amigos...

Quem acompanha este blog sabe que costumo denunciar também o abuso que os pedestres sofrem de forma generalizada pelos motoristas, mas mais especificamente pelo poder público que o ignora de forma absurda.

Passando por dois hospitais do Grande Recife, o Miguel Arraes em Paulista e o Pelópidas da Silveira no Recife, notamos que estes hospitais foram projetadas para o uso do carro apenas. Pedestre que precisar dele, se lasca!  As paradas de ônibus são distantes, muito distantes.  Calçadas são cortadas por avenidas de alto fluxo.   E tudo isto, para atender pessoas em diversas especialidades e com variado grau de mobilidade.  Passando no último domingo, no meio da tarde, vindo de J.Pessoa, observamos uma pessoa de idade usando muletas e caminhando rumo ao hospital, andando pela contramão na rampa de descida da BR101. É revoltante que os nossos administradores só construam acessos para motorizados em hospitais. Tem dúvida? Então observe atentamente os mapas capturados do google maps onde se pode ver onde ficam as paradas (círculos amarelos) e onde é a entrada principal do hospital (em vermelho). No Miguel Arraes, a parada fica a 600 m da portaria. O arquiteto, o engenheiro, e toda a ruma de político safados que aprovaram isto, deviam ser obrigados a ir de ônibus ou a pé para ver a dificuldade que é chegar no atendimento.

HOSPITAL MIGUEL ARRAES, em Paulista

HOSPITAL PELÓPIDAS DA SILVEIRA, em Recife.

Agora se imagine um filho doente ou um idoso com problemas de locomoção e em ambos os casos, pessoas de baixa renda que precisem chegar nestes hospitais?

Parece que estes aparelhos urbanos foram projetados para quem tem carro ou moto, ou para pessoas ricas que raramente os vão usar por dispor de alternativas melhores. Hospitais assim deveriam OBRIGATORIAMENTE contar com uma linha de ônibus que deixasse os pacientes na porta principal.

Isto seria humano. Mas quem disse que pedestre é humano em Pernambuco?

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Original ROGÉRIO LEITE @ 2010