27 de agosto de 2015

INTERESSANTE OBJETO DO DESEJO...


Amigos...

Gostei desse dispositivo.  Quem criou, pedala. Sabe como é interessante que um dispositivo assim seja a prova de larápios, água, lama, sujeira.  Preferia que a luz frontal fosse maior e mais forte, mas é um problema de cada cidade. Algumas são mais escuras e tem mais buracos, como o Recife!

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23 de agosto de 2015

MELHORANDO ESSA REAÇÃO...

Amigos...

Hoje de madrugada, enquanto pedalava pela cidade, tracei uma interessante analogia que agora divido com vocês.  Talvez alguns não saibam, sou químico. Em química existe um ramo que estuda o EQUILÍBRIO das reações, quando os reagentes reagem para formar produtos, e ao mesmo tempo e intensidade, produtos se decompõem em reagentes.  A maioria das reações químicas não é maravilhosa, e muitas vezes a quantidade de produto formado no equilíbrio é mínimo. Chega até aquela quantidade e fica!  Cabe a quem estuda essa reação alterar as condições da reação para que ela apresente um bom rendimento. Que graça teria gastar uma tonelada de reagentes para obter um quilo de produto? Para isso, então, estudamos o equilíbrio e como podemos desloca-lo para aumentar esse rendimento. Aumentar ou diminuir a pressão, aumentar ou diminuir a temperatura, variar as quantidades relativas dos reagentes, ou se tudo falha, usar um catalisador, uma substância que facilita de alguma forma a reação.  Claro, pode ser que seja preciso combinar várias ou todas essas alterações para que o equilíbrio seja afetado significativamente.

E o que tem isso a ver com bicicleta e mobilidade, homem de Deus?

Ora, trânsito é como o movimento molecular durante uma "reação".  Carros, motocicletas, ônibus, bicicletas e pedestres se misturam.  Todos reconhecem que essa "reação" anda empacada.  O "rendimento" dela é baixo, demora muito até atingirmos os produtos (o nosso ir e vir sem problemas).  Do ponto de vista do trânsito que nós ciclistas queremos, fluindo sem problemas, sem barreiras e seguro, acreditamos que a remoção dos carros seria o ideal.  Reduzir esse "reagente" melhoraria o fluxo rumo ao nosso "produto". Mas isso não vai rolar de graça, porque esse "reagente" é muito abundante e gruda nas ruas. Reduzir os carros se consegue com melhora significativa do fluxo dos ônibus, mudança de cultura em geral, e melhora do fluxo para os ciclistas com ciclovias em grandes corredores.  A segregação parece ser um erro, dizem alguns, que deveria era haver respeito.  Mas as vias já são segregadas nos dias de hoje.  Todos com veículos pelo meio, todos sem veículos (pedestres) pelos cantos.  Nos corredores isso é óbvio. Agora, criam as faixas azuis, para segregar os ônibus e deixa-los fluir melhor.  Se construirem ciclovias, isso irá segregar mais, organizando o trafego nos corredores, onde corremos mais perigo devido a velocidade dos carros.  Ciclovias irão reduzir o medo de usar a bicicleta, outro processo que afeta nossa expansão.  Quase todo NÃO-ciclista questiona se existe risco ao pedalar na cidade. Ciclovias, praticamente acabam com esse medo. E isso já está sendo visto...em São Paulo.

Haddad, prefeito de Sampa, resolveu agir como catalisador, implantando as ciclovias na cidade. Ao fazer isso, mudou a composição do trânsito, diminuindo o número de carros,a  pressão do sistema público de transportes, e aumentando a quantidade de bicicletas nas ruas. No resultado geral, melhora da "reação". 

Recife tem condições estruturais ruins em alguns lugares, mas dizer que a Imbiribeira, Agamenon e Avenidas Norte e Sul não comportam uma ciclovia segregada é uma besteira.  Essa podia ser a solução, se o "nosso catalisador", modelo GEJU, não fosse tão ruim de química.  Pena!


Resumindo, tomar medidas que ofereçam alternativas seguras e mais eficientes para obter o "nosso produto" (retirar carros, melhorar muito os ônibus e construir muitas ciclovias) vai melhorar muito a nossa relação.




Isso se o cartel que controla a cidade deixar.

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19 de junho de 2015

PODIA SER, MAS NÃO É...

Fonte: Site da ASCOBIKE!

Amigos...

Tenho conversado muito sobre política de bicicletas, serviços e outras coisitas mais com Maria Helena, minha companheira, desde 2008!  Ela está fazendo um TCC sobre o BIKE PE, e a gente fica trocando umas ideias sobre o assunto!  Hoje ela me mostrou a ASCOBIKE - Associação dos Condutores de Bicicleta, em Mauá-SP.  

Eles gerenciam o maior bicicletário das Américas, com 1700 usuários por dia.  O bicicletário fica ao lado da estação de trem da CPTM no centro da cidade.  Estávamos comparando as fotos no site deles com um "gêmeo" em Brisbane, na Austrália, que já apareceu aqui. O de Mauá é simples, mas atende e a um custo baixíssimo.

Enquanto isso, no Recife, temos postes, árvores, grades de muro, etc.  Parece que existe uma lei para obrigar a construção de bicicletários. Mas falta interesse.

Realmente várias coisas faltam para implementar a bicicleta como modal de uso mais intenso na sociedade recifense: educação aos motoristas, algumas ciclovias em avenidas de alto fluxo,  ciclofaixas em alguns locais menos arriscados, e também, bicicletários, paraciclos e infraestrutura para o usuário nas empresas.


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13 de junho de 2015

...O POVO QUE SE EXPLODA!

Amigos...


As pessoas de baixa renda usam a bicicleta. É o veículo mais barato existente, eficiente em pequenos deslocamentos, de baixa e simples manutenção.  Não é a toa que existem mais de 5 milhões de bicicletas no região metropolitana do Recife, muito mais que carros.  Em toda a cidade, para onde nos viramos, vemos gente pedalando, indo ao trabalho ou passeando.

Mas os nossos políticos não veem isso.

As pessoas de baixa renda também usam o transporte coletivo.  Quem está empregado, recebe o vale transporte para ajudar sua locomoção. O sistema é fraco, mal organizado, com problemas de mobilidade causado pelos carros.  Os ônibus andam atrasados, lotados, o acesso segue a lei do mais forte, os terminais integrados são uma bagunça.

Mas os nossos políticos não querem saber disso.

Os nossos políticos se interessam em "gerar empregos" na indústria automobilística nacional e em suas milhares de derivações.  São postos de gasolina, oficinas, lojas de usados, concessionárias, e indiretamente a Petrobras que fornece os combustíveis, fabricantes de ferramentas, agências de publicidade e jornais que anunciam carros e mais carros. É muita gente empregada, dependente de um modelo de cidade dos anos 50 e do qual não saímos ainda. Mas também é muito imposto, dinheiro que o governo quer e precisa, e não vai querer abrir mão nunca.

Em todas as esferas, do federal ao municipal, o que se observa é que os inúmeros governos "socialistas" ou "social-democratas" pensam primeiro em si, depois em si, depois em si de novo. Pensam quem vai pagar suas campanhas, quais indústrias e negócios que não podem ser tocados para poderem continuar mantendo seus empregos através de seguidas eleições.

E nessa, o povo apenas quer ter uma vida simples e poder ir ao trabalho na sua bicicleta ou no seu ônibus, com dignidade e segurança, e quer voltar vivo para ver a família cresce, dar estudo e qualidade de vida a eles.  Sem precisar de um carro.  Isso é a grande maioria.  Isso é o que o povo deseja...

Mas na cabeça do político, o povo é apenas massa votante. Os desejos e aspirações dele não contam realmente, exceto na hora de conquistar o voto com mentiras e invencionices.  Realmente, O POVO QUE SE EXPLODA!

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21 de maio de 2015

CIDADES DOS CARROS: SINALIZAÇÃO...


Amigos...

O carro tirou das pessoas a possibilidade de observar coisas simples, fazer coisas simples.  Atravessar uma rua, para um pedestre numa cidade desenhada para carros é uma tortura. O fato é que cidades onde o carro manda, as regras são feitas para os carros.  É quase impossível não quebrar algumas dessas regras quando você está de bike ou a pé, porque bikes e pedestres não são carros, é óbvio! 

Os carros são movidos à motor, e a energia necessária para isso não é diretamente sentida pelo motorista. Por outros lado, as bicicletas são veículos de continuidade, o consumo de energia a cada pedalada para manter a velocidade é mínimo. Cada parada, cada retomada, consome muito mais energia, cansa, frustra. Cidades sem infraestrutura para pedestres e ciclistas ou com infraestrutura desenhada numa situação claramente PRÓ-CARRO, mostram isso de forma muito clara na sinalização. 

Estamos cheios de exemplos de sinalizações SOBRE O CARRO PARA O CICLISTA OU PEDESTRE.  É o pedestre ou o ciclista quem tem a obrigação de RESPEITAR O CARRO, CUIDAR DO CARRO, EVITAR O CARRO, em clara inversão dos papeis previstos no CTB.  E isso mesmo com a grande quantidade de pedestres nas ruas e com a crescente quantidade de ciclistas para o trabalho nos últimos cinco anos.  Olhe alguns exemplos aqui no Recife:
  1. Não se vê renovação das faixas de pedestres, pintam quando dá vontade, levam anos sem pinta-las!  Não existe respeito por elas.
  2. Mesmo quando o espaço tem faixa de pedestres, essas são projetas para proteger o tempo do motorista. É comum em cruzamentos obrigarem o pedestre a fazer o caminho mais longo para poder atravessar em segurança, apenas para evitar reduzir o tempo de tráfego dos carros.
  3. Sinais de pedestres levam vários minutos para abrir, e poucos segundos para fechar, violando o estatuto do idoso, as regras de acessibilidade para deficientes motores, mesmo quando estão ao lado de um posto de saúde ou hospital.
  4. Ciclofaixas fixas são construídas com placas lembrando ao CICLISTA que ali tem uma saída de CARRO, mas sem nenhum aviso ao motorista de que ali tem uma ciclofaixa!?!
  5. Mesmo em grandes avenidas com espaço bastante, com canteiro largo, com calçadas ainda mais largas e muito pouco usadas, como na Mascarenhas de Morais, onde sobre espaço para a colocação de uma ciclovia fixa ou de pintar pelo menos uma ciclofaixa fixa, não se coloca, PARA NÃO PREJUDICAR O TRÁFEGO DE CARROS!?!!
Enfim, a cidade foi tomada aos poucos pelos carros. Foi tomada da população, a maioria acuada, calada, revoltada mas sem voz, sem vez, sem tempo.  Só resistindo conseguiremos resgatar o espaço que já foi nosso! É isso ou saudar seu rei...

IMPERIUS MACCHINA!

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Original ROGÉRIO LEITE @ 2010